São Francisco é pequena — onze quilómetros por onze — mas empilha um número improvável de lugares mundialmente famosos sobre quarenta e três colinas. Essas ladeiras transformam qualquer percurso a pé em ginásio e qualquer estacionamento em lotaria, e é aí que um motorista faz valer o dia: deixado à porta de um monumento, recolhido no seguinte.
A ponte Golden Gate
O monumento mais famoso da cidade, aquele que nenhuma visita dispensa. Não há melhor forma de o apreciar do que do banco de trás de um sedan preto de luxo — a deslizar pelo tabuleiro, com as torres a passar pelas janelas e a baía a abrir-se dos dois lados, com climatização e sem pressa enquanto outra pessoa trata do trânsito. O guia completo dos miradouros e do parque em redor da ponte está no guia da Golden Gate.
Lombard Street
A «rua mais sinuosa do mundo» — oito curvas apertadas a descer um quarteirão calcetado de Russian Hill, ladeado de hortênsias. Deixamo-lo em cima para descer a pé e esperamos por si em baixo, para que ninguém tenha de enfiar um carro alugado pelas curvas nem disputar o lugar da fotografia.
As Painted Ladies
A fila de postal das vitorianas «Painted Ladies» na Steiner Street, com o horizonte do centro a erguer-se atrás, visto da encosta verde de Alamo Square. Cinco minutos para a fotografia, mais se quiser passear pelos quarteirões vitorianos de Hayes Valley, ali ao lado.
Coit Tower e North Beach
A torre art déco que coroa Telegraph Hill, com o átrio forrado a murais da WPA dos anos 1930 e uma vista de 360° sobre a baía lá do alto. Aos seus pés fica North Beach — o antigo bairro italiano e coração da Beat Generation, a livraria City Lights e o espresso na Columbus. Deixamo-lo na torre e recolhemo-lo em baixo, no bairro.
O Palace of Fine Arts
Uma rotunda e uma colunata beaux-arts que sobraram da exposição universal de 1915, espelhadas numa lagoa de cisnes na orla da Marina. Um dos cantos mais fotografados e românticos da cidade — e um cenário preferido para retratos de casamento.
Union Square e os elétricos
O coração do centro — as lojas emblemáticas, os teatros, os grandes hotéis e a placa giratória da Powell Street, onde os elétricos são rodados à mão. As linhas Powell-Hyde e Powell-Mason são os últimos elétricos de cabo operados manualmente no mundo, subindo Nob Hill até à marginal. Veja onde ficar por perto.
Fisherman's Wharf e a marginal
A frente da baía — os leões-marinhos do Pier 39, as bancas de caranguejo, a Ghirardelli Square e os barcos para Alcatraz. O circuito completo da marginal está em Fisherman's Wharf.
Chinatown
A Chinatown mais antiga da América do Norte. Entra-se sob a Dragon Gate, no cruzamento da Grant com a Bush, e depois convém sair da artéria turística para Waverly Place e Ross Alley — os templos, a fábrica de bolinhos da sorte e o dim sum que os locais comem mesmo. Ver gastronomia.
Twin Peaks e as vistas
Para ver a cidade toda de uma vez, Twin Peaks olha em linha reta pela Market Street até à baía; melhor ao anoitecer, quando as luzes se acendem. Mais miradouros e o circuito autoguiado completo estão em rotas panorâmicas.
Como decorre o dia
Ordenamos as paragens para que as ladeiras e os sentidos únicos joguem a seu favor — deixado no ponto alto, recolhido em baixo, com a máquina pronta em cada um. Junte os monumentos à Golden Gate, à marginal e ao almoço para um dia inteiro com motorista; veja tours de limusina.